Nico Rezende - Paraíso Invisível

Nico Rezende lança o CD ‘Paraíso Invisível’,
que traz parcerias com Jorge Vercilo, Paulinho Lima, Alex Moreira
(Bossacucanova) e Mu Chebabi
“Tenho
visto artistas subirem como foguetes e caírem como flechas.
Outros sofrerem metamorfoses e assim saírem de cena amargurados
e desiludidos. Não é o caso de Nico Rezende. Reencontro
sempre o artista incansável em busca da melhor melodia,
acorde e letra. Sua marca é o ouvido atento para o que
se faz de melhor em música popular contemporânea
aqui, nos Estados Unidos ou Europa. Falo de uma música
mais requintada, que vai além de acordes básicos
e ritmos pré-gravados”. - Paulinho Lima
A
aquarela Pim Pam Pum, do pintor pernambucano Cícero Dias
(1907/2003), capa do CD Paraíso Invisível, do
cantor, compositor e instrumentista Nico Rezende, reflete as
intenções do músico nesse seu sétimo
trabalho. “É meu paraíso invisível,
aquele espaço que as pessoas só vão ver
se chegarem perto. Tem pitadas de Beatles, bossa nova, soul
e música ‘clássica’. Também
é um divisor de águas em minha carreira. É
meu trabalho mais meticuloso.”
Entre as novidades está a parceria de Nico e Vercilo,
que dá título ao CD e diz, Invisível paraíso
tão presente/ entre vilas e quintais/ semeamos todo dia
pensamentos/ que se tornarão reais. A música Rio
de Negra, feita com Chebabi, vê o Rio de Janeiro por um
ângulo diferente: Quando ela samba/ Não dá
pra parar de olhar/ Nem pra fingir, não dá pra
disfarçar/ Ela é até bossa nova/ Mas é
mesmo baile funk/ Só quer dar beijo na boca e dançar.
Nico aproveita então para comentar sobre os parceiros-letristas:
“Paulinho Lima é amigo, guru e grande incentivador.
Vercílo é uma grata surpresa, além de cúmplice
e peladeiro e, o que eu não sabia, fã do meu trabalho.
Começamos a compor em 2005, com Signo de ar. Somos librianos.
Tem também Mu Chebabi e Alex Moreira, do Bossacucanova,
que é co-produtor do CD”.
Antonio Martins Correira Filho é o nome de batismo do
paulista Nico Rezende. Começou a carreira tocando em
conjuntos de bailes. Estudou violão e piano. Em 83, aos
22 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a trabalhar
como arranjador para Marina Lima, Gal Costa, Roberto Carlos,
Erasmo Carlos, Beto Guedes, Lulu Santos, Zizi Possi, Cazuza,
Barão Vermelho e outros.
É autor de sucessos como Perigo (parceria com Paulinho
Lima) e Noite (com Jorge Salomão), ambas gravadas por
Zizi Possi. Além de Todas (com Marina e Antônio
Cícero) e Pseudo-Blues (com Jorge Salomão) registradas
por Marina e Transas (com P. Lima), cantada por Ritchie.
Em 1987, depois integrar as bandas de Ritchie e Lulu Santos,
Nico lançou seu primeiro disco Esquece e Vem, que teve
a faixa-título entre as mais executadas do país.
Vieram depois Jogo de Ilusões (88), Nico (89) e Tudo
Ficou Pra Trás (90). Após intervalo, voltou à
carreira com o CD Nico Rezende (95), gravado entre Rio- NovaYork,
que teve músicas em trilhas das novelas Malhação/Globo/95
(Noves Fora) e A Idade da Loba/Bandeirantes/95). Em 2002, foi
a vez do álbum Curta a Vida (Som Livre).
No período em que não gravou, Nico retomou os
jingles, trilhas-sonoras para filmes e fez direção
musical de shows (Chico Anysio e Tom Cavalcante), peças
teatrais (Sonho de uma noite de verão e A queda da casa
de Usher), trilhas para comerciais de sucesso, como o da Fundação
Roberto Marinho (Leão de Bronze/Cannes 93) e Coca-Cola
em seu Ritmo (veiculado em vários países).
A sugestão da obra de Cícero Gomes para capa foi
do produtor e letrista Paulinho Lima. As fotos do encarte e
arte do álbum são de Pedro Drummond.
Para
saber mais sobre Nico Rezende, visite www.nicorezende.com.br