Mariana de Moraes - Se é Pecado Sambar

Mariana de Moraes, uma das herdeiras artísticas do poeta
e compositor Vinicius de Moraes, lança seu primeiro CD
solo no Brasil. Com mais de duas décadas de carreira
artística e, além da música, atuando em
filmes, peças e novelas, Mariana gravou seu primeiro
disco em parceria com Zé Renato e Elton Medeiros (A Alegria
Continua - 1997). Também gravou em discos e projetos
de Francis Hime, Zé Renato e Celso Fonseca. Foi uma das
atrações mais elogiadas do documentário
sobre seu avô, Vinicius, dirigido por Miguel Faria Jr.
e considerado um recorde de público no Brasil, visto
por mais de 300 mil pessoas.
Se é Pecado Sambar, que chega ao Brasil através
da Lua Music, foi lançado nos Estados Unidos em 2001
e no Japão, em 2003. O disco surgiu a partir de um convite
do pianista, compositor e arranjador Guilherme Vergueiro, que
morava em Los Angeles. Guilherme, um amigo da família,
se surpreendeu quando reencontrou Mariana adulta e cantora e
ofereceu o projeto a um selo norte-americano. A idéia
foi prontamente aceita mas com exigências nada difíceis
de cumprir: duas músicas de Tom Jobim e dois standards
do jazz. Para completar o time, Guilherme chamou o carioca Carlos
dos Santos (Carlinhos Sete Cordas), que se desdobrou nos violões
e cordas. Assim o trabalho foi gravado ao vivo no estúdio
em Los Angeles.
“Sempre quis ser cantora”, conta Mariana, que apesar
de forte ligação com a música, aos 14 anos
virou celebridade como protagonista do filme A Fulaninha, de
David Neves, e mudou de rota tornando-se atriz. No cinema, participou
de 12 longas-metragens, entre eles, Nem Tudo é Verdade,
de Rogério Sganzerla; Estudou teatro com Antunes Filho
e atuou em montagens como Os Sertões (Zé Celso
Martinez Corrêa), novelas (Vale Tudo e Olho por Olho)
e foi apresentadora, por dois anos, do programa Caderno 2, da
TV Educativa (Rio de Janeiro).