Claudette Soares - Foi a Noite

Claudette
Soares faz sua homenagem a Tom Jobim no CD Foi a Noite
Álbum,
que traz duetos com Alaíde Costa e Dick Farney, reúne
obra pouco divulgada do compositor e ‘clássicos’
como ‘Sabiá’ e ‘Inútil Paisagem’
Claudette
é dessas cantoras raras, que unem à indispensável
técnica intensa emoção interpretativa.
Surgiram muitas cantoras jovens, algumas excelentes, mas à
possível exceção de Leila Pinheiro, não
sentimos nelas aquele frêmito que Claudette nos causa:
“Nunca mais vou ouvir nada assim, Claudette é única”.
- Aldir Blanc
A
voz inconfundível de Claudette Soares, nessas mais de
cinco décadas de carreira, já fez de tudo e um
pouco mais. Ainda adolescente, mas já atuante em programas
de rádio, foi apelidada de ‘princesinha do baião’
pelo ‘rei’ Luiz Gonzaga, na década de 50.
Mais tarde, já apaixonada pela bossa nova e sua turma,
fez parte do histórico show A noite do amor, do sorriso
e da flor, no Rio de Janeiro (1960). Passou pelo protesto dos
festivais, cantando Gonzaguinha (Mundo Novo, Vida Nova, 1969),
lançou o compositor Taiguara, teve músicas compostas
para ela por Vinicius de Moraes e Baden Powell (Apelo) e Roberto
e Erasmo Carlos (De tanto amor, que ficou 56 semanas nas paradas
de sucesso em 1971).
Foi uma das primeiras a apostar no sangue novo de Chico Buarque,
Gilberto Gil e Caetano Veloso, quando, em 68, com arranjos de
Rogério Duprat, gravou um disco com músicas dos
três. Fez dois álbuns históricos com Dick
Farney e em 2006, voltou a ser notícia com o lançamento
da coletânea dupla A Bossa Sexy de Claudette Soares, que
faz retrospecto da carreira e mostra o quanto esteve adiante
de seu tempo.
Claudette
conheceu Tom Jobim bem antes dele ser chamado de ‘maestro
soberano’. Foi nos anos 50, em casas noturnas do Rio de
Janeiro: “O piano sempre foi constante no meu trabalho
e, quando conheci Tom, a identificação foi imediata,
pelo jeito dele tocar, por suas composições. Ele
é a autoridade maior da música moderna brasileira
com suas harmonias, melodias e a versatilidade para adaptar-se
aos parceiros. Acho que este novo álbum foi gravado no
momento certo. Me sinto preparada para isso e principalmente
por abordar parte do repertório pouco conhecido de Tom”.
As primeiras músicas do maestro gravadas por Claudete
foram Foi a noite e Só saudade, nos anos 50 e ambas regravadas
agora. Este não é o primeiro trabalho da cantora
dedicada a um compositor, em 1976 gravou Fiz do amor meu canto,
com parte da obra de Tito Madi.
O CD Foi a Noite marca o encontro de Claudette com o produtor,
pesquisador musical e jornalista Thiago Luiz Marques, responsável
por CDs como Disco de Ouro (Ângela Maria) e Faço
no tempo soar minha sílaba (Célia & Dino Barioni).
Inspirada, Claudette faz uma viagem emocionada pela obra de
Tom e seus parceiros em canções pouco conhecidas
como Esquecendo Você, Sucedeu Assim e Cala, Meu Amor e
dá versões personalíssimas a Inútil
Paisagem, Retrato em Branco e Preto e Derradeira Primavera,
por exemplo.
O disco tem um medley em homenagem à cantora Sylvinha
Telles e conta com participações de Alaíde
Costa em Sabiá e de Dick Farney em Solidão, este,
graças aos recursos tecnológicos. Participam também
Giba Estebez (piano, direção musical e arranjos),
Ubaldo Versolato (saxes e flauta) e Regina Vasconcellos (violoncelo)”.
Para
saber mais sobre o Claudette Soares, visite www.claudettesoares.com.br