Cida
Moreira - Angenor

Cida Moreira faz homenagem a Cartola no CD Angenor,
no centenário do compositor carioca.
Sobre
o CD Angenor
O critério da escolha das composições foi
o gosto musical de Cida Moreira e do produtor Omar Campos. Após
uma cuidadosa pesquisa selecionaram 43 músicas e, delas,
as 16 que estão no álbum. A idéia foi mostrar,
além de alguns clássicos, composições
mais desconhecidas do mestre.
Cida descreve Cartola: “Posso dizer que é um gênio
da música. Traz poesia em alta voltagem, delicadeza,
melodias sofisticadas, sem excessos. É contemporâneo
e também clássico, traz as origens do samba em
sua própria pessoa. Tive a felicidade de conhecê-lo,
mais no final da vida dele”.
Sobre
Cida Moreira
Paulistana, iniciou os estudos de piano na infância e,
desde então, como cantora, em programas de rádio.
Adolescente, muda-se com a família para Londrina (Paraná)
e, de volta a S. Paulo, forma-se psicóloga, profissão
que exerce por pouco tempo, já que a música e
o teatro determinaram a sua escolha. No final dos anos 70, já
cantora e atriz, é convidada a integrar o grupo teatral
Ornitorrinco, em peça com músicas de Brecht e
Weill.
A ousadia inovadora de Cida, já no disco de estréia,
Summertime (1981), com clássicos de jazz e blues, trazendo
o diferencial de ser em vinil lilás, e, pela primeira
vez, a versão censurada de Geni e o Zepelim, de Chico
Buarque, virou marca registrada dos que se seguiram, sempre
com o bom respaldo de crítica e público: Abolerado
Blues (1983); Cida Moreira (1983); Cida Moreira interpreta Brecht
(1988); Cida Moreira canta Chico Buarque (1993); Na Trilha do
Cinema (1997) e Uma Canção pelo Ar... (2003).
Multimídia, Cida atuou em cinema O Olho Mágico
do Amor (1998, de José Antonio Garcia) e Vila Belmiro
(2003, de Gilson Santos); novela (Estrela Guia, 2001, TV Globo)
e espetáculos musicais (Bilbao Cabaret (1989, com direção
de José Possi Neto) e Porter à Porter (1990, dirigido
por Sergio Mamberti).
Sobre
Cartola (1908-1980)
Compositor, cantor e violonista, o mais famoso fundador da Escola
de Samba Mangueira, começou, menino, tocando cavaquinho
no Catete, no Rio de Janeiro, onde nasceu. Pensou chamar-se
Agenor, mas descobriu ser Angenor de Oliveira ao tratar dos
papéis de seu casamento com D. Zica, nos anos 1960. O
apelido vem da época em que, trabalhando em construção,
protegia o cabelo dos respingos de cimento e tinta com um chapéu
improvisado que os colegas chamavam de cartolinha.
Vítima de meningite, em 1946, é obrigado a deixar
o trabalho, se afasta do Morro da Mangueira e do universo do
samba por uma década. É redescoberto pelo escritor
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), em 1956, lavando
carros numa garagem. Volta a compor, abre o restaurante Zicartola,
um ponto de encontro e referência do samba carioca.
Foi gravado pela nata da música popular, de Mário
Reis a Cazuza, de Francisco Alves a Paulinho da Viola, de Clementina
de Jesus e Elizeth Cardoso a Gal Costa e Elis Regina, de Beth
Carvalho e Roberto Ribeiro a Marcia e Clara Nunes. Deixou uma
discografia pequena mas essencial para a música brasileira.