Aldir
Blanc - Vida Noturna

Compositor
e letrista Aldir Blanc canta, pela primeira vez, suas parcerias
com João Bosco, Moacyr Luz e Guinga, dentre outros, no
CD Vida Noturna
Para
quem esperava, valeu a pena: o CD Vida Noturna, que a Lua Music
orgulhosamente coloca no mercado, traz pela primeira vez o compositor
e letrista Aldir Blanc cantando suas parcerias com Guinga, Moacyr
Luz, Maurício Tapajós, Hélio Delmiro, dentre
outros. Com arranjos, piano e acordeon de Cristovão Bastos
e violão de João Lyra, o álbum marca também
a volta do amigo João Bosco, separado de Aldir há
20 anos, que canta e toca violão na faixa-título
e em Me dá a Penúltima. Guinga e Moacyr também
emprestam suas vozes ao parceiro no disco, assim como Delmiro
brilha mais um vez com seu violão inconfundível
em uma das faixas.
Com
mais de 30 anos de ótimos serviços prestados à
música brasileira, Aldir é autor de sucessos gravados
por Elis Regina, Simone, Nana Caymmi, Emílio Santiago,
Leila Pinheiro, só para citar alguns intérpretes.
Sua poesia é a cara do Brasil. Não o Brasil fictício,
que a mídia quer inventar, mas o Brasil real: doce, seco,
irônico, sensual, trágico, mútiplo.
Carioca
do bairro do Estácio, Aldir começou na música
tocando bateria. Formou-se psiquiatra, mas mesmo na universidade
já estava totalmente envolvido com música participando
e classificando composições em festivais de música
importantes, como o FIC, por exemplo. Ao lado de Ivan Lins,
Gonzaguinha e outros fundou o MAU (Movimento Artístico
Universitário), no início dos anos 70, período
em que também conheceu o mineiro João Bosco e
juntos formaram uma das parcerias mais vitoriosas da música
brasileira. A dupla, que teve em Elis Regina sua maior intérprete,
criou sucessos como a antológica O Bêbado e a Equilibrista;
Kid Cavaquinho; Dois para Lá, Dois pra Cá e O
Mestre Sala dos Mares.
Com
atuação destacada na luta pelos direitos autorais,
Aldir foi um dos fundadores da Sombrás, entidade de apoio
aos compositores e da Saci (Sociedade do Artista e Compositor
Independente). Também cronista, já atuou em jornais
como O Estado de São Paulo, O Dia e atualmente está
no Jornal do Brasil. Entre seus livros publicados temos Brasil
Passado a Sujo (1993) e Um Cara Bacana na 19ª (1996).
Rompida
parceria com João Bosco, na metade da década de
80, Aldir continuou com suas excelentes crônicas musicais
ao lado de mestres como Guinga, Moacyr Luz e Cristovão
Bastos. Em 1996 foi lançado o CD Aldir Blanc - 50 Anos,
com diversas participações especiais e, neste
mesmo ano, Leila Pinheiro gravou Catavento e Girassol, exclusivamente
com composições dele e Guinga.
O
CD Vida Noturna é Aldir Blanc é estado puro. Seja
em composições só dele como Dois Bombons
e uma Rosa, que ironiza o fim de um caso com “Não
há xampu, não há creme que apague ou que
desmarque da tua pele o meu beijo fedendo a conhaque”
ou Dry, parceria com Moacyr Luz, na qual o autor, na voz de
uma mulher dispara “Fiquei pendurada no adeus como um
velho avental” ou ainda em Reposta ao Tempo, dele e Cristovão
Bastos, que zomba do tempo que “se rói com inveja
de mim, me vigia querendo aprender como eu morro de amor pra
tentar reviver”.
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Aldir
Blanc - Vida Noturna -
Composer and Songwritter Aldir Blanc sings, for the first time
his partnerships with João Bosco, Moacyr Luz and Guinga,
amongst others, in the CD “Vida Noturna” - For those
who waited, it was worth: the CD “Vida Noturna”, that
LUA MUSIC proudly places in the market, brings Aldir Blanc for
the first time singing his partnerships with Guinga, Moacyr Luz,
Maurício Tapajós, Hélio Delmiro, amongst
others. With arrangements, piano and acordeon by Cristovão
Bastos and acoustic guitar by João Lyra, the album also
marks the return of his old friend João Bosco, separated
from Aldir for 20 years,and Bosco sings and beautifully plays
his acoustic guitar in the track that gives name to the CD and
in “Me dá a Penúltima”. Guinga and Moacyr
also lend their voices to the partner in the record, as well as
Delmiro shines once again his remarkable guitar in one of the
tracks. With more than 30 years of excellent services given to
the Brazilian music, Aldir is the author of recorded successes
by Elis Regina, Simone, Nana Caymmi, Emilio Santiago and Leila
Pinheiro, among some interpreters. His poetry is Brazil´s
face. Not the fictitious Brazil, that the media wants to invent,
but real Brazil: sweet, ironic, sensual, tragic, multiple.
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